Sábado, 16 de Agosto de 2008

Josh Rouse - 1972

Eu avisei! Sem todo o barulho do TIM FESTIVAL, mas com a mesma qualidade de artista desconhecido no Brasil, sem CDs lançados aqui, e com uma carreira significativa no exterior, o norte americano Josh Rouse veio, fez um show incrível para poucos no SESC Vila Mariana e já se foi.

Entrou no palco meio tímido com seu trio (teclado, baixo e bateria), e começou com o riff de teclado da incrível "His Majesty Rides" (do álbum Subtitulo, 2006, depois posto esse). Daí pela terceira música , a timidez de Josh já havia sumido, e no silêncio entre as músicas, durante uma afinação e outra da guitarra, a platéia começou a pedir músicas e Josh (muito simpático e ágil nas respostas) entrou na brincadeira. A platéia: "'Comeback!" (referindo-se à música do álbum 1972, de 2003), e ele "But i just get here!".

Lá pelo meio do show, quando a platéia percebeu que Josh estava tocando todas as nossas (minhas pelo menos) favoritas dos últimos quatro álbuns, e ele tocou a fantástica "Comeback", tanto Josh como a platéia já estavam muito mais soltos e relaxados, próximos, e o show foi de ótimo prá melhor!

Quando a platéia começou a pedir músicas, Josh provocou: "Thank you for knowing my songs. ´Cause ther´s just one of my albuns relesead here, a long time ago. Maybe you bought my albuns on the internet, right?". E a platéia caiu na gargalhada. Óbvio que sim Josh! hahahahahaha

Por falar nisso, vou postar hoje hoje um dos álbuns que serviu de base para o show. Dos mais animados e pops, com muita influência da sonoridade dos anos 70 (especialmente nos teclados e baixo) o álbum 1972 (ano de nascimento de Josh) é um PUTA álbum, do começo ao fim. Minhas favoritas: "Comeback", "Love Vibration" e "Slaveship". E ele cantou as três no show!!!!

Bacon!!!



JOSH ROUSE - 1972 (2003)

01. 1972
02. Love Vibration
03. Sunshine
04. James
05. Slaveship
06. Come Back
07. Under Your Charms
08. Flight Attendant
09. Sparrows Over Birmingham
10. Rise

Domingo, 27 de Julho de 2008

Eric Clapton (1971 - 1974)

George Harrison: The Concert For Bangladesh (1971)
Disco 1
1. Introduction
2. Bangla Dhun (Ravi Shankar)
3. Wah-Wah (George Harrison)
4. My Sweet Lord (George Harrison)
5. Awaiting On You All (George Harrison)
6. That's The Way God Planned It (Billy Preston)
7. It Don't Come Easy (Ringo Starr)
8. Beware Of Darkness (George Harrison & Leon Russell)
9. Band Introduction
10. While My Guitar Gently Weeps (George Harrison & Eric Clapton)
Disco 2
1. Medley: Jumpin' Jack Flash/Young Blood (George Harrison & Leon Russell)
2. Here Comes The Sun (George Harrison)
3. A Hard Rain's A-Gonna Fall (Bob Dylan)
4. It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry (Bob Dylan)
5. Blowin' In The Wind (Bob Dylan)
6. Mr. Tambourine Man (Bob Dylan)
7. Just Like A Woman (Bob Dylan)
8. Something (George Harrison)
9. Bangla Desh (George Harrison)
10. Love Minus Zero/No Limit (Bob Dylan)

Tocaram no Concert for Bangladesh: Eric Clapton (guitarra), George Harrison (guitarra e voz), Leon Russel (piano e voz),
Billy Preston (órgão e voz), Ringo Starr (bateria e voz), Jim Keltner (bateria), Klaus Voorman (baixo), Jesse Ed Davis (guitarra), Don Preston (guitarra) e Pete Ham (guitarra e voz).


Eric Clapton: 461 Ocean Boulevard (1974)
01. Motherless Children
02. Better Make It Through Today
03. Willie And The Hand Jive
04. Get Ready
05. I Shot The Sheriff
06. I Can't Hold Out
07. Please Be With Me
08. Let It Grow
09. Steady Rollin' Man
10. Mainline Florida
11. Give Me Strength

A banda de Clapton neste álbum: EC (guitarra e voz), Carl Radle (baixo), George Terry (guitarra e voz), Dick Sims (teclados), Jamie Oldaker (bateria), Yvone Elliman (voz), Marc Levy (voz) e Sergio Pastora Rodriguez (percurssão).

No post de 26 de novembro de 2007, eu contei o início do que seria a carreira solo de Clapton e também o início do que seria uma das mais famosas histórias do Rock'n'Roll britânico: o triângulo amoroso entre Eric Clapton, Pattie Boyd e George Harrison. O que não contei é que, enquanto cortejava a mulher do melhor amigo, Clapton também estava se afundando em drogas.
Em 1970 Clapton formou uma das melhores bandas de sua carreira (Derek and the Dominos) e gravou seu melhor álbum (Layla and Other Assorted Love Songs), mas a carreira desta banda não foi longe: todos os membros estavam viciados em cocaína e, após a primeira turnê a banda se desfez. Clapton, arrasado pelo vício, não tinha qualquer capacidade de trabalhar. Durante o que seriam as gravações de um novo álbum, Clapton entrou em conflito com os músicos e deixou o estúdio em um ataque de fúria. A banda nunca mais tocou junto.
Durante os últimos meses de 1970 Clapton ainda sofreu com algumas grandes desilusões: a morte de Jimi Hendrix (que havia se tornado um grande amigo seu) e de seu avô logo em seguida (que havia criado Clapton como filho) abalaram-no. Suas insistentes tentativas infrutíferas de persuadir Pattie de deixar Harrison teria sido a gota d'água.
Ele já vinha trocando a cocaína pela heroína e passando de usuário para viciado a alguns meses, mas esta mudança consolidou-se entre 1970 e 1971. No período de um ano Clapton quase não saiu de casa e falou com poucas pessoas. Seu relacionamento se resumia, praticamente, à sua namorada Alice Ormsby-Gore, garota bem mais jovem que ele (ela com 18 e ele com 25) e filha de um importante político britânico. O casal ficava dias trancado em casa, dormindo, se drogando e assistindo tv. Só saiam atrás de mais drogas ou comida.

Após um ano de reclusão, Clapton preocupava seus amigos. Foi justamente George Harrison o amigo que conseguiu tirá-lo desta rotina, convidando-o a ir aos Estados Unidos para participar de um concerto para arrecadar fundos para as vítimas da fome em Bangladesh. Eric aceitou o convite com a condição de que lhe garantissem abastecimento de drogas durante a semana de ensaios. Sem problemas. Mas chegando lá ele não conseguiu o bastante para satisfazer suas necessidades e passou a semana de ensaios trancado em seu quarto sofrendo uma crise de abstinência enquanto sua namorada Alice corria a cidade atrás de traficantes que conseguissem drogas fortes o bastante para Eric.
Eric não conseguiu participar de qualquer ensaio e, em cima da hora para o show, alguém lhe conseguiu algum remédio para combater os efeitos da abstinência e ele conseguiu subir no palco. O resultado foi um fiasco! Ele escondeu-se durante todo o show e o único momento em que sua presença se faz perceber é no solo de "While My Guitar Gently Weeps".

Após esta apresentação Clapton e Alice voltaram a seu exílio. Durante este período sua gravadora tentou manter o nome de Eric nas paradas lançando coletâneas e álbuns ao vivo (alguns postados aqui, em 31 de dezembro de 2007). Após passar 1972 em casa, seu amigo Peter Townshend (guitarrista do The Who) e o pai de Alice, David Ornsby-Gore, convenceram-no a apresentar-se novamente, marcando uma apresentação no Rainbow Theatre, em Londres, durante as comemorações da entrada da Grã-Bretanha no Mercado Comum Europeu (disco que você também encontra no post de 31 de dezembro). Após esta apresentação Clapton ainda viveu por alguns meses isolado em casa, quando finalmente aceitou os conselhos de David Ornsby-Gore e submeteu-se a um tratamento para livrar-se da dependência das drogas.
Nesta altura Clapton já estava a ponto de começar a vender seus bens para sustentar o vício, tamanho eram seus gastos com este estilo de vida (em sua auto-biografia, Eric calcula com valores de hoje, gastava o equivalente a £8.000,00 por semana - isto é, cerca de R$25.000,00/semana).

O primeiro projeto em que Clapton se envolveu após sua recuperação foi uma rápida aparição no filme Tommy, baseado no musical do The Who. Eric foi convidado por seu amigo Peter Townshend a fazer o papel de um estranho padre, cantando uma versão do antigo blues "Eyesight To The Blind":



Durante seu tratamento Clapton recebeu grande incentivo do baixista Carl Radle (do Derek and The Dominos) para voltar a trabalhar. Radle estava tocando com alguns jovens músicos americanos (o tecladista Dick Sims e o baterista Jamie Oldaker
), de quem Clapton gostou muito e chamou para participar de sua nova banda. Seu empresário, Robert Stigwood (o mesmo desde os tempos do Cream), arrumou-lhe uma casa em Miami, no Ocean Boulevard número 461, onde Clapton morou com sua nova banda, escrevendo e ensaiando o álbum que seria gravado em um estúdio próximo. Além da casa, Stigwood ainda arrumou o que seria o resto da banda de apoio de Clapton. O maior destaque entre estes músicos foi a vocalista Yvone Elliman, famosa por sua participação no musical Jesus Cristo Superstar.
Esta seria a banda de apoio de Clapton pelos próximos anos.
O resultado disso tudo foi o disco 461 Ocean Boulevard (1974) que traz um clima de simplicidade e descontração e que marcou a volta de Clapton aos estúdios e aos palcos, pois o lançamento do disco foi seguido de uma triunfante e lucrativa turnê que ficou marcada também pelos abusos, agora, do álcool.

JOSH ROUSE - NASHVILLE

Post comemorativo: dia 15 de Agosto Josh Rouse vem ao Brasil fazer um show no SESC Vila Mariana. Para quem não conhece, ouça e corra para comprar ingresso. Oportunidade única (sabe lá Deus quando, e SE ele voltará ao Brasil!).

O som meio folk, meio brit rock, meio bossa nova, meio soul do americando JOSH é o típico produto da música pop: o formato e a produção são peças fundamentais e muito bem tratadas em suas músicas. No entanto, o cara ainda é um ótimo cantor e compositor, o que faz com que suas músicas sobrevivam e continuem a soar interessantes mesmo após a milésima audição.

Nashville é seu melhor álbum lançado até hoje e foi seu álbum de adeus à Nashville, aos EUA e ao seu casamento, que terminou na sequência. Depois disso, sua vida deu uma reviravolta e ele mudou para a Espanha.

Pontos altos do álbum: o álbum todo!!!! hahahaha... Sério, não dá prá apontar as melhores, pq o álbum é todo ótimo. Pessoalmente AMO "Its the Nightime", "Carolina", "My love has gone", "streetlights" (um amigo disse que se Josh não tocar "streetlights" no show ele morre... hahahaha)

Impressionante como letras e melodias podem casar tão bem e ser tão ricas em imagens belas, poéticas, emotivas. Ouça. Và ao show!

Bacon!





JOSH ROUSE - NASHVILLE (2005)

1. It's the Nighttime
2. Winter in the Hamptons
3. Streetlights
4. Carolina
5. Middle School Frown
6. My Love Has Gone
7. Saturday
8. Sad Eyes
9. Why Won't You Tell Me What
10. Life

Sábado, 19 de Julho de 2008

The National - The Virginia EP

Em comemoração ao nosso UM ANO DE PORCARIA SONORA, vou postar um EP que acabou de ser lançado do "THE NATIONAL", uma das minhas bandas favoritas e um dos meus maiores êxitos em downloads nesse um ano!

Esse EP coleta algumas demos, alguns B-sides, uma cover (Bruce Springsten) e algumas gravações ao vivo. Ele acaba de ser lançado junto com um DVD documentário da gravação do último álbum de inéditas (Boxer, 2007, postado previamente aqui).

Pontos altos: "Lucky you" (ou como a apelidei secretamente: the corno song) e "About today", duas das músicas mais lindas que já ouvi. "You´ve done it again, Virginia" ganha novas cores em seu novo arranjo orquestrado. Mas minha grande surpresa foi a apaixonante "Santa Clara", que é quase um mantra. Não consigo parar de ouvir!

Francis Bacon felicita a todos vcs leitores/ ouvintes das nossas Porcarias! Hahahahaha
Bacon!




The National - The Virginia EP (2008)

1. You've Done It Again, Virginia
2. Santa Clara
3. Blank Slate
4. Tall Saint [demo version]
5. Without Permission
6. Forever After Days [demo version]
7. Rest of Years [demo version]
8. Slow Show [demo version]
9. Lucky You [Daytrotter Session]
10. Mansion on the Hill [live] (Bruce Springsteen cover)
11. Fake Empire [live]
12. About Today [live]

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Scott Mckenzie - San Francisco

Parabéns Porcarias!!!!! Um ano de blog! Quem diria!?

Não consegui pensar em nenhuma das Coisas inusitadas que eu geralmente posto por aqui para comemorar esta data tão especial. Algumas coisas clichês me vieram a mente como Envelheço na cidade (Ira), Parabéns da Xuxa, mas não teria graça nenhuma isso tudo, então desisti da idéia. Logo o post será normal e sem surpresas....

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Agora vamos ao que interessa... música!

Scott Mckenzie é um interessante cantor Folk, começou sua carreira numa banda chamada Journeymen junto com John Phillips(The Mamas and Papas), ele fez muito sucesso com a música "San Francisco(Be Sure To Wear Some Flowers In Your Hair)", parte também da fantástica trilha sonora de Forest Gump, e foi seu único grande hit no final das contas.

É isso aí!

Scott Mckenzie: The very best of

1. San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)
2. Celeste
3. It's Not Time Now
4. What's the Difference (Chapter 2)
5. Reason to Believe
6. Like an Old Time Movie
7. No, No, No, No, No
8. Don't Make Promises
9. Twelve Thirty
10. Rooms
11. What's the Difference (Chapter 1)